REI UBU

10 a 20 JUNHO

AUTOR: Alfred Jarry
ENCENAÇÃO: Nuno Correia Pinto
ESTREIA: 10/05, 21H00
DATAS: 5ª a Sáb.: 21H00 | Dom: 16H00
LOCAL: Casa de Teatro de Sintra
produção: Fio d’Azeite – Marionetas do Chão de Oliva
BILHETES: disponíveis online
RESERVAS: 219233719

SINOPSE

Um “sucesso escandaloso” foi a premonição cumprida para a estreia do Rei Ubu (ou Ubu Rei), em Paris, no ano de 1896. Obra-prima de Alfred Jarry, nunca perdeu a sua pertinência nem o seu lugar de primazia nos círculos artísticos e intelectuais de todo o Mundo.

O Rei Ubu é mais do que uma peça de sátira política, é um ato artístico de “humor meta-irónico” alinhado com os princípios da ciência imaginária fundada por Alfred Jarry: a patafísica.

Simbolista, precursor do Teatro Absurdo e do Surrealismo, o Rei Ubu é o manifesto de um intemporal inconformismo perante os vários aspetos da vida em sociedade.

É a história de um anti-herói e na qual se abate o poder pelo riso, pelo ridículo e subversivo. Passa-se na Polónia ou “em parte nenhuma”, onde acontece um regicídio, a usurpação de um trono e o exercício do poder de forma errática, brutal e sanguinária.

Entre metáforas alucinantes e apocalípticas, jogos de palavras, anacronismos e paradoxos, o Rei Ubu toca, paralelamente, aquilo que se passa em toda a parte, em todas as sociedades, através dos tempos.

Um espetáculo do Fio d’Azeite – Grupo de Marionetas do Chão de Oliva com atores, marionetas e música ao vivo a não perder perder.

BIOGRAFIA DO AUTOR

Alfred Jarry (1873-1907)

Poeta, romancista, autor de operetas, artista gráfico – tipógrafo e ilustrador – marionetista, crítico e inventor de um movimento filosófico chamado patafísica. Descrito pelos seus contemporâneos como invulgar, excêntrico, selvagem e de brutal imaginação, encarnou ele próprio, na sua identidade e criação, o espírito de vanguarda destemida imerso no seu contexto epocal.O ponto médio da sua carreira coincide com a viragem do século, numa vida que durou apenas 34 anos. Nasceu em Mayenne mas em 1891 já era aluno de Bergson em Paris. Com 21 anos já se destacava nos salões literários, frequentados por ilustres da vida intelectual francesa como o poeta Stéphane Mallarmé.Sempre de bicicleta, que nunca terá chegado a pagar, vestia como uniforme os calções de ciclismo pretos, e roupas presas com ganchos e cordel, usava ocasionalmente sapatos de mulher.Antes de ilustrar o retrato icónico de “Père Ubu” já Alfred Jarry se associava a esse nome, assumindo a persona em público, alterando inclusivamente a sua voz. Consta que usava a primeira pessoa do plural para se referir a si próprio e que fazia o mesmo quando falava como Rei Ubu.Sem interesse pela futilidade que reconhecia nas performances naturalistas, interessava-lhe transformar os elementos do espetáculo em símbolos que expressassem as ideias do artista. Encarava a figura no palco como “abstração andante” ao serviço da visão do criador.“Deus – ou eu próprio – criador de todos os mundos possíveis”. Alfred JarryDestaques: O Rei Ubu foi a sua mais marcante e reconhecida obra, tendo sido a primeira peça de uma saga que acabou por incluir um conjunto de sete dentro do ciclo “Ubu”. Fundou o Collège de Pataphysique, do qual artistas como Max Ernst, Joan Miró, Marcel Duchamp, entre outros, foram ilustres membros e seguidores desta ciência imaginária à qual os Beatles fazem referência na música “Maxwell’s Hammer” (1969). Miró chegou inclusivamente a fazer uma série de litografias para uma edição do Rei Ubu (1966).

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Autor: Alfred Jarry Adaptação Cenografia e Encenação: Nuno Correia Pinto Direção e Produção Musical: Lito Pedreira Marionetas e Figurinos: Jorge Cerqueira Desenho de Luz e Imagem Gráfica: André Rabaça Atores-Marionetistas: Nuno Correia Pinto, Tiago Matias e Paula Pedregal Músicos: Hildebrando Silva e Lito Pedreira Direção de Produção: Nuno Correia Pinto Secretariado de Direção e Produção: Cristina Costa Direção Técnica: Marco Lopes (ShowVentura) Assistência de Produção: Cláudia Faria Montagem: Marco Lopes e Luís Quaresma Vozes Off: Carla Dias, Fernando Ferreira, João de Mello Alvim e Tiago Matias Comunicação Catarina Sobral