Bilhetes disponíveis na Ticketline
AMALIA Y EL RÍO
Teatro Guirigai (Espanha)
Uma homenagem às tantas mulheres invisíveis do campo, que tiveram que lutar para manter sua dignidade com trabalhos duros diante da fome e de um sistema social patriarcal que as obrigava a cometer crimes para sobreviver, para alimentar seus filhos e filhas. Uma história violenta, mas também de força, luz, energia positiva, ternura, da qual o público sai reconfortado e sorridente.
Imagem: Bernardo Cruz
PARTITA PER-DUE
Sted Produzioni (Itália)
Dois resíduos em um mundo de resíduos que repetem os mesmos rituais, as mesmas ações, as mesmas perguntas todos os dias para provar a si mesmos que (talvez) ainda estão vivos. Tudo está chegando ao fim e ambos se preparam à sua maneira para o momento final. Para a saída. A natureza não existe mais ou o homem foi para sempre esquecido por ela?
Um espetáculo sobre a nossa catástrofe atual: as alterações climáticas, a poluição e a destruição do nosso planeta.
VIAGEM – Cineteatro Itinerante Marionetas
MãoZorra (PT, Vila do Bispo)
Avenida Heliodoro Salgado
Os espetadores são convidados a entrar para o interior da carrinha iniciando uma viagem visual, sonora e sensorial pelo teatro de objetos, num ambiente com o glamour dos anos 40.
Num desses momentos da vida de Raúl, embriagado pela sonolência, a sua mão transporta-nos a seu próprio nascimento e descoberta do mundo ao seu redor. Diversos obstáculos se lhe deparam pela frente, até ao momento em que dá forma para um outro ser semelhante e a sua vida se torna cor-de-rosa.
Contudo o inconsciente é vulnerável e demasiado sensível para prosseguir no romancismo de alguns dos nossos desejos mais íntimos e Raul é trazido novamente para a sua realidade quotidiana, tal como a sua própria mão.
MANIFESTO NADA
Inestética (PT, V. Franca de Xira)
Bilhetes disponíveis na Ticketline
Ópera-manifesto contra e a favor de tudo e decididamente sobre nada.
MANIFESTO NADA inspira-se no irreverente movimento DADA, que no início do séc. XX provocou ruturas na perceção da arte e inspirou inúmeros artistas e coletivos de vanguarda. Tristan Tzara, considerado o precursor do movimento Dadaísta, afirma claramente com a publicação do livro “Sete Manifestos Dada” (1924) a rutura entre poesia tradicional e poesia dadaísta, numa atitude provocatória de desconstrução e negação de todas as convenções culturais, sociais, morais, estéticas e linguísticas.
CONVERSAS PERIFÉRICAS
Geração Z A ALFA: que ligação às artes?
Como é que as companhias de teatro têm direcionado o seu trabalho para os jovens? Que pontes são estabelecidas? Quantos jovens são espetadores dos nossos espetáculos? Estas perguntas são os pontos de partida para uma discussão entre criadores, produtores e espectadores, em torno da fruição artística dos jovens da geração z (nascido após 1995) a alfa.
UMA CRÔNICA PARA QUEM NÃO DEVERIA AMAR
Coletivo Levante (Brasil)
Zuenir Ventura definiu 1968 como “o ano que mudou a História”. Foi o ano dos protestos contrários ao conflito; em maio, estudantes parisienses foram responsáveis pela maior greve geral já vivida na França, tendo como sua principal arma as ideias, que originaram algumas frases emblemáticas, como “É proibido proibir”, “Faça amor, não guerra” e “Decreto estado de felicidade permanente”; Praga vivia sua Primavera; nos Estados Unidos, Martin Luther King era assassinado, ao passo que também estreava o espetáculo “Hair”, que se tornou simbólico da contracultura, e os Panteras Negras protestavam nas Olimpíadas; no Brasil, o secundarista Edson Luís era morto e o país também vivia a Passeata dos 100 Mil e o AI-5.
É neste contexto que se passa “Uma Crônica Para Quem Não Deveria Amar”, que narra as descobertas de James diante desse mundo turbulento e de suas próprias revoluções internas. É um espetáculo sobre revoluções, amor e preconceito.
OS MEDOS DA MATEMÁTICA
ASTA (PT, Covilhã)
“Os medos da Matemática” é uma divertida sessão teatral onde de uma forma pedagógica e divertida são abordados alguns conceitos da matemática.
Um professor de educação física é surpreendido pela diretora da escola, para dar uma aula de matemática. As suas recordações de infância e o seu medo pela matemática são enfrentados em palco com a percepção de que a matemática está em todo o lado.
Com uma forte interação com o público escolar – para quem se dirige a ação – viajamos com os números e as formas geométricas, mostrando aos mais novos que “tudo é matemática, tudo é um ponto minúsculo, um zero, a partir do qual tudo pode acontecer”.
AS MARIONETAS TAMBÉM TÊM CORAÇÃO
Marionetas Rui Sousa (PT, Stª Mª da Feira)
O coração do manipulador bate e este transmite esse batimento à marioneta, através da sua sustentação e movimentar em gestos. Como uma extensão do seu corpo, o marionetista dá vida a cada uma das marionetas deste espetáculo. A ação inicia-se com uma marioneta-árvore, numa espécie de figura da natureza que ganha vida. São seguidos quadros entre a dança, a música e a poesia visual, onde um excêntrico trompetista toca um tema arrojado, um diabo combate o seu próprio poder, um escultor cria a sua maior obra e até um palhaço pianista recria números clássicos de comédia. Uma viagem entre movimento, sons, cor e fantasia.
PALHINHAS – A HISTÓRIA DE UM ESPANTALHO
Krisálida (PT, Caminha)
Era uma vez um espantalho que encontrou uma tartaruga.
Era uma vez uma casa-canudo que deambulava pelos oceanos.
Um mar de plástico e um presidente escamudo.
Um monte de resíduos e um bacalhau trombudo.
No areal, vestígios da Humanidade.
No fundo do mar, uma comunidade que se reinventa.
Palhinhas, a história de um espantalho é uma aventura pelo
universo marinho que se permite olhar para os resíduos
acumulados no fundo do mar, unindo os seus habitantes na
procura de um benefício comum.
CIVILIZADO | TEATRO CONFUSO
Atcho Express (Guiné-Bissau)
Bilhetes disponíveis na Ticketline
Não me perguntem pela cor da minha fotografia, a minha fotografia é a minha cor.
Monólogo autobiográfico do ator Atcho Express, retratando a sua infância e juventude na Guiné-Bissau. Um retrato realista da vida naquele país.
NOVAS HISTÓRIAS DE DOM ROBERTO
Fio d’Azeite (PT, Sintra)
Recuperando algumas das histórias tradicionais que na sua maior parte são dramatizações de contos populares, histórias de patranhas e artimanhas, camponesas, dragões, mágicos, princesas e libertadores, adaptações de estorietas feitas de tretas e alguma “moralidade” para quem mereça e goste dessas lições.
CONVERSAS PERIFÉRICAS
LUSOFONIA
As conversas Periféricas têm como tema central o conceito de lusofonia. Atualmente, temos vindo a questionar ouso da palavra “lusofonia” e exaltação de determinados conceitos até então intrincados na narrativa do festival e, este ano, promovemos um debate em torno dessa reflexão, através da pergunta “Lusofonia: de que estamos, afinal, a falar?”, que será́ lançada por via de uma “conferência artística”, em colaboração com o GTO LX – Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa. Queremos dar espaço a, abertamente, refletir sobre o que é esse conceito e porque este deve tornar-se desconfortável, rompendo com um ciclo anterior e reinventando este festival ao nível da sua curadoria e abertura para novas temáticas que refletem e representam o território no qual existe.
Concerto Acústico
Yeri & Yeni (PT, Sintra)
O concerto desta edição será de duas jovens sintrenses que prometem vir a ser uma nova referência musical, Yeri & Yeni são da “linha de Sintra”, com origens nas ilhas de São Nicolau e Santiago com o gosto pelo cruzamento de influências da música cabo-verdiana, portuguesa, angolana, brasileira, senegalesa e norte-americana e de géneros como o R&B, Soul, Funk, Pop, Zouk, Kizomba, Afro-beat ou Jazz.
TEATRO TUK-TUK – O VAQUEIRO QUE NÃO MENTIA
LaFontana Teatro (PT, Vila do Conde)
A companhia de teatro Lafontana – Formas Animadas criou o
Teatro Tuk-Tuk, um palco móvel de marionetas, montado a
partir de um veículo icónico: o Piaggio Ape Classic.
O espetáculo “O Vaqueiro que Não Mentia” foi adaptado de um
conto popular europeu muito antigo, com versões conhecidas
em Portugal, Espanha, Itália e, mais recentemente, na América
Latina. A história narra as aventuras de Juvenal, o vaqueiro do
reino, conhecido por sempre dizer a verdade. Um nobre faz
uma aposta com o rei e arma uma cilada para que ele minta. O
nosso vaqueiro será capaz de manter os seus princípios?
Saudade
Companhia de teatro Fladu Fla (Cabo-Verde)
Saudade é um monologo a partir de poesias de vários autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que escreveram sobre o tema SAUDADE. Recorrendo ao mar como confidente, ou inspirado pelo mar como fonte de saudade ou até a ponte pela qual se desperta o sentimento de saudade, ou ainda a horizonte para além da qual se emana as memorias de uma vida que só se pode viver no sufoco das saudades.
O Periferias tem o privilégio de trazer a Sintra uma das grandes referencias nas marionetas em Portugal, para partilhar algumas técnicas de construção de marionetas. A partir de materiais como o jornal ou trapos, o marionetista Rui Sousa vai demonstrar como é fácil construir, manipular e brincar com marionetas.
O horário poderá sofrer alterações
Feira do Livro única no país onde só se encontram livros sobre Artes Performativas. A Feira do Livro de Artes Performativas, que o Festival Periferias organiza desde a sua 3.ª edição, junta mais de seis centenas de títulos que vão desde o teatro, dança, marionetas, a música ou a performance, e que serão disponibilizados a preços especiais. Nesta edição, acrescentamos a literatura para os mais pequenos.
SOFÁ em Mi Maior – Peças sonoras para ouvir no Sofá
Amarelo Silvestre e e Lígia Soares (PT, Canas de Senhorim)
O horário poderá sofrer alterações
O Sofá como possibilidade.
O sofá como situação, voz, interlocutor, lugar de encontro e de cena.
O Conforto. A inação. A partilha, o descanso e o cansaço.
Partilhámos momentos no sofá. Conversámos. Quisemos ouvir. Combater a solidão, o silêncio. Quisemos dar-lhes voz.
Tornar os sofás uma plataforma de mudança, de protesto. Dar valor à vida doméstica, às mulheres e levar a intimidade de um sofá para o espaço público, para ser ouvida.
Os sofás são a voz e o corpo é o do espectador.
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