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15º PERIFERIAS – Festival Internacional de Artes Performativas
15th PERIFERIAS – International Performative Arts Festival

O Erro de GPTO ou as Mentiras de PI

DIA 6 DE MARÇO | 21H30 | Casa de Teatro de Sintra
6th OF MARCH | 21H30 | Sintra Theater House

De / From Teatro Estúdio Fontenova

Teatro | M/14 | 60 Min.

Bilhetes à venda na Ticketline / Tickets for sale on Ticketline
5€/pax | público em geral / general public

SINOPSE

Para medir um círculo, começa-se num ponto qualquer. E para medir uma pessoa, por onde começar? Pelos pés, mãos, umbigo ou cabeça? Por onde anda, faz, pensa de si ou do mundo? E quando medida, porque atributos é então definida? Quais os factores que entram na equação? A sua altura, peso, mobilidade, os seus órgãos, pêlo, voz, cabelo, idade, racionalidade, emotividade, identidade? Se Πr² é a função da área do círculo, qual a função da área humana? E se mesmo a matemática pode ser infinita e irracional na busca de uma definição, da área da perfeição, e, ainda assim, estar sempre errada, produzindo apenas um valor aproximado, pode o ser humano, por seu lado, buscar a imperfeita verdade, fundada no interminável caos e na paradoxal experiência do mundo que o rodeia? Pi tenta medir-se, procurando a sua função entre o seu corpo artificial, a sua consciência imaterial, o mundo intransigente e as suas mentiras de sobrevivente.

Gpto tenta medir-se, procurando a sua função entre o trabalho que realizou, o amor que dedicou, os sacrifícios que sofreu e os inadmissíveis erros que cometeu.
Por onde é que se começa a medir uma pessoa? Para medir um círculo, começa-se num ponto qualquer.”

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SINOPSIS

To measure a circle, you start at any point. And to measure a person, where do you start? From their feet, hands, navel, or head? Where do they walk, act, think about themselves or the world? And when measured, what attributes are used to define them? What factors are included in the equation? Their height, weight, mobility, organs, body hair, voice, hair, age, rationality, emotionality, identity? If Πr² is the function of the area of a circle, what is the function of human area? And if even mathematics can be infinite and irrational in the search for a definition, for the area of perfection, and yet always be wrong, producing only an approximate value, can human beings, for their part, seek the imperfect truth, founded on the endless chaos and paradoxical experience of the world around them? Pi tries to measure himself, seeking his function between his artificial body, his immaterial consciousness, the uncompromising world, and his survivor’s lies.

Gpto tries to measure himself, seeking his function between the work he has done, the love he has given, the sacrifices he has made, and the unacceptable mistakes he has committed.
Where does one begin to measure a person? To measure a circle, one starts at any point.

Mais Informações sobre o espetáculo

“O Erro de GPTO ou As Mentiras de Pi” parte do texto de Rosa Dias, actriz e dramaturga. Rosa, mulher trans, escreve um texto inspirado livremente no “Pinóquio” para criar um monólogo que nos oferece uma metáfora entre o mundo da tecnologia, robotização e IA e a identidade de género, integrando no seu elenco um actor trans.
Num momento de partilha íntima, Pi conta-nos aquilo que julgamos serem as suas memórias, reais ou não? Sempre interrompido por uma voz que nos fala da integridade de dados e os pâra- metros de integridade de Pi. Pi questiona GPTO constantemente, procura respostas que nem sempre chegam, sobre a família, o trabalho, a escola… Muitas inquietações e perguntas poderão certamente ser comuns a muitas pessoas cuja identidade de género é diferente da norma, mas também a muitos de nós cujo o padrão não encaixa num puzzle pré-concebido.
Sendo Pi um possível robot como nos relacionamos com esta personagem? “O Erro de GPTO ou As Mentiras de Pi” é interpretado por Ren D Marcus, jovem actor integrado no elenco após uma audição a várias pessoas não-bináries e trans.
O desafio foi lançado e Ren aceitou-o de cabeça erguida, assumindo o risco, e abrindo a sua disponibilidade. José Maria Dias encena o espetáculo trazendo inspirações de um mundo consumido pela tecnologia. João M. Mota cria a música original, trazendo sonoridades de contextos culturais que nos trazem à cabeça “Blade Runner” ou “Dune”. A fragmentação da identidade e do ser, assim como uma visão de cores em RBG é traduzida na imagem e design de Ana Rodrigues. Estes são alguns dos elementos que poderemos ver brevemente em cena.

FICHA ARTÍSTICA & TÉCNICA / ARTISTIC & TECHNICAL CAST

Texto original de Rosa Dias | Encenação de José Maria Dias | Assistência de Encenação de Sara Túbio Costa | Interpretação de Ren D-Marcus | Música Original de João M. Mota | Apoio ao Movimento Rafael Barreto | Design de Comunicação Ana Rodrigues | Espaço Cénico de José Maria Dias | Execução de Cenografia de PFML e Ivan Castro | Desenho de Luz de Ivan Castro e José Maria Dias | Figurinos de Zé Nova | Apoio à Execução de Guarda-Roupa de Gertrudes Félix | Sonoplastia de Emídio Buchinho | Operação Técnica de Ivan Castro | Edição de Vídeo integral, teaser e trailer de Bere Cruz | Captação de Imagem de Inês Monteiro Pires e Sandro Pereira | Fotografia de Helena Tomás | Produção e comunicação de Patrícia Paixão, Sara Túbio Costa e Graziela Dias | Agradecimentos de Dani Bento, Luísa Monteiro, Tomás barão e Pedro Estevão Semedo | Apoio à comunicação: Antena 2, Semmais, Setúbal Mais, Som da Baixa e XetúbalBlog | Apoios: União das Freguesias de Setúbal, Set-Link

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