
15º PERIFERIAS – Festival Internacional de Artes Performativas
15th PERIFERIAS – International Performative Arts Festival
DIA 14 DE MARÇO | 18H30 | Sociedade Filarmónica Boa União Montelavarense
14th OF MARCH | 18H30 | Boa União Montelavarense Philharmonic Society
De / From Mákina de Cena
Teatro | M/12 | 65 Min.
Bilhetes à venda na Ticketline / Tickets for sale on Ticketline
5€/pax | público em geral / general public
Zezé tem 5 anos e vive com muito pouco. Tem tanto de inteligente como de reguila e, cedo demais, conhece a dor e a tristeza. Refugiando-se na imaginação para fugir à dura realidade, Zézé toma por confidente um pé de laranja lima, a quem conta todas as suas aventuras e sonhos. Por entre a atribulação do seu dia a dia, trava amizade com um português que o fará descobrir o verdadeiro significado da palavra ternura.
Conseguirá Zezé redescobrir a alegria de viver?
“Não me lembro do primeiro livro que li, mas guardo uma viva memória da primeira vez que chorei a ler: tinha 13 anos e estava a meio de “o meu pé de laranja-lima”, de José Mauro de Vasconcelos. Foi aí que percebi o poder da leitura e da elasticidade da nossa imaginação.
Quantos não sentiram as suas primeiras lágrimas-de-leitor (ou espetador) com esta obra maior da literatura brasileira, escrita em 1968, e quantos não haverá – por mais que nos custe a aceitar – que ainda hoje se revêm nela.”
Carolina Santos
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Zezé is five years old and lives with very little. He is as intelligent as he is mischievous, and knows pain and sadness all too early. Taking refuge in his imagination to escape harsh reality, Zezé confides in a lime tree, to which he recounts all his adventures and dreams. Amidst the turmoil of his daily life, he befriends a Portuguese man who will help him discover the true meaning of the word tenderness.
Will Zezé rediscover the joy of living?
“I don’t remember the first book I read, but I have a vivid memory of the first time I cried while reading: I was 13 and halfway through ”My Sweet Orange Tree” by José Mauro de Vasconcelos. That’s when I realized the power of reading and the elasticity of our imagination.
How many people shed their first tears as readers (or viewers) with this major work of Brazilian literature, written in 1968, and how many—as hard as it may be for us to accept—still see themselves in it today.”
Carolina Santos
Pé de laranja lima é a segunda incursão da mákina de cena pelos clássicos da literatura infantojuvenil (após viagem ao centro da terra em 2023), em que a comovente narrativa de zezé se torna o ponto de partida para um teatro de proximidade, de provocação sensorial e muito jogo de ator, numa ode à alegria-mais-forte-que-tudo das crianças que conhecem mais dor do que deveriam, e num regresso de três adultos ao lugar do ‘tudo é possível’, que só a imaginação permite.
Prosseguindo com o propósito de capacitação e profissionalização de uma nova geração de atores no algarve, mauro coelho e rafaella ambrozio (provenientes do sincera, grupo de teatro da universidade do algarve) juntam-se a beatriz medeiros, dando corpo às diversas personagens por meio de mudanças rápidas de figurinos e manipulação de objetos e adereços – à vista de todos- num cenário atípico que os encapsula, e onde toda ação decorre.
Miúdos e graúdos são colocados muito perto da ação, dispostos em três frentes distintas do dispositivo cénico hexagonal que – com uma boa dose de ilusão e poesia – propõe múltiplas imagens em cada cena, jogando com diferentes ângulos, olhares, ‘à partes’ e até com cortes, tal como no cinema.
O resultado é um espetáculo tão surpreendente quanto tocante, que não deixará nenhum espetador indiferente.
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Pé de laranja lima is Mákina de Cena’s second foray into children’s literature classics (after Viagem ao centro da terra in 2023), in which Zezé’s moving narrative becomes the starting point for a theater of proximity, sensory provocation, and great acting, in an ode to the stronger-than-anything joy of children who know more pain than they should, and in a return of three adults to the place where ‘everything is possible’, which only imagination allows.
Continuing with the aim of training and professionalizing a new generation of actors in the Algarve, Mauro Coelho and Rafaella Ambrosio (from Sincera, the University of Algarve theater group) join Beatriz Medeiros, bringing the various characters to life through quick costume changes and the manipulation of objects and props—in full view of everyone – in an atypical setting that encapsulates them, and where all the action takes place.
Children and adults are placed very close to the action, arranged on three distinct fronts of the hexagonal stage set which – with a good dose of illusion and poetry – offers multiple images in each scene, playing with different angles, perspectives, ‘asides’ and even cuts, just like in cinema.
The result is a show that is as surprising as it is touching, which will leave no viewer indifferent.
A partir da obra: “O meu pé de laranja lima” de José Mauro de Vasconcelos | Encenação, Dramaturgia e Cenografia: Carolina Santos | Cocriação e Interpretação: Beatriz Medeiros, Mauro Coelho e Rafaella Ambrozio | Sonoplastia: Carolina Santos e Marco Martins | Figurinos e Adereços: Patrícia Raposo | Voz-off: Edgard Rocca | Construção de Cenário: Mákina de Cena | Direção de Produção e Comunicação: Ana Palmeiro | Gestão Financeira: Verónica Vitorino | Gestão financeira: Verónica Vitorino | Redes: Martim Santos | Apoios e Parceiros: Cineteatro Louletano, IPDJ Faro, Loulecópia

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