A PARTIR DA OBRA DE: Virginie Despentes
TRADUÇÃO: Luís Leitão
ENCENAÇÃO E ADAPTAÇÃO: Paula Pedregal
INTERPRETAÇÃO:
Susana C. Gaspar (temporada agosto 2026 – dezembro 2026)
Rita Loureiro (temporada julho 2025 – julho 2026)
ESTREIA: 17 DE JULHO DE 2025
LOCAL: Casa de Teatro de Sintra
15 de outubro de 2026 | Évora | Évora Teatro Fest | Acolhimento a Bruxa
com Susana C. Gaspar
25 de setembro 2026 | Mákina B, Loulé | Acolhimento Mákina de Cena
18 de setembro 2026 | Teatro da Quinta da Caverneira, Maia | Acolhimento Teatro Art’Imagem
21 de agosto 2026 | XXVIII Festa do Teatro – Festival Internacional de Teatro de Setúbal | Acolhimento Teatro Estúdio Fontenova
com Rita Louleiro
13 de junho 2026 | Teatro de Bolso, Vila Real | Acolhimento Urze Teatro
1 de março 2026 | Montemor-o-Novo | Festa do Teatro | Acolhimento Alma d’Arame
12 de setembro de 2025 | Fundão | Acolhimento ESTE Teatral
Este espetáculo, tal como a obra de Despentes, tem a forma de um manifesto de teor feminista: uma atriz encontra-se no palco para falar das mulheres que não aceitam os papeis de vítimas. Falar de muitas mulheres: a puta, a imigrante, a feia, a que gosta de beber, a que não sabe manter as aparências, a dona de casa, a competitiva, a ousada, a que têm medo. E falar das mulheres que não pedem desculpa por serem livres.
“Falo da terra das feias, para as feias, as velhas, as machonas, as frígidas, as malfodidas, as infodíveis, as histéricas, as taradas, todas as excluídas do grande mercado das gajas boas. E começo por aqui para que as coisas sejam claras: não peço desculpa de nada, não me venho lamentar.”
A atriz em cena expõe a perspetiva de Virginie Despentes que articula o seu feminismo punk com questões fraturantes, como por exemplo, a prostituição; a masculinidade, a feminilidade.
Ao mesmo tempo desafia-nos a pensar numa mulher que não deseja corresponder aos desejos do masculino. Teoria King Kong é a metáfora que dinamita os padrões estabelecidos, especialmente os que são referentes ao género.
Aproveitamos ainda a boleia do texto para falar da sexualidade das mulheres e de alguns “tabus” em relação ao prazer e ao desejo das mesmas; mas também dos homens e dos seus ideais de virilidade.
Pelo caminho conta-se a estória de uma mulher vítima de uma violação coletiva – a própria Virginie Despentes –, apresentando-o como uma operação política ancestral; um programa político. Uma representação do exercício do poder dos homens.
Pretende-se finalmente provocar a reflexão sobre as questões identitárias, na perspetiva do modelo binário e não binário, assim como compreender as teorias feministas, desde o feminismo “inclassificável” da autora ao pensamento feminista da chamada quarta vaga.
O seu conteúdo é, portanto, político e filosófico, assumindo-se o tema como uma das grandes questões do nosso tempo.
Criação: Companhia de Teatro de Sintra
A partir da obra de: Virginie Despentes
Tradução: Luís Leitão
Encenação e Adaptação: Paula Pedregal
Interpretação: Rita Loureiro (jul-25-jul-26) / Susana C. Gaspar (desde agosto 2026)
Cenografia e Figurinos: Luís Santos
Desenho de Luz: Catarina Côdea
Música Original e Videografia: Abel Arez
Produção: Chão de Oliva
Direção de Produção: Nuno Correia Pinto
Produção Executiva: Nisa Eliziário
Secretaria de Direção e Produção: Cristina Costa
Execução e montagem cenográfica: Luiz Quaresma
Costureira: Rosário Balbi
Operação técnica de luz e som: Ton Bonassa
Direção de comunicação: Susana C. Gaspar
Assistência geral: Gonçalo Pereira
Assessoria de imprensa: The Square
Fotografia do cartaz: Vitorino Coragem
Direção Artística do Chão de Oliva: Nuno Correia Pinto, Paula Pedregal e Susana C. Gaspar
Projeto financiado por: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Sintra
Apoios: Culto da Tasca, Dona Estefânea e Apeadeiro
Media Partners: RTP2, Antena 2, Jornal de Sintra e Correio de Sintra

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